
Nos jardins da juventude
um velho homem está sentado
Ele observa as borboletas
as estrelas e seu passado
Sinais no horizonte o orientaram
não mais pensa no amanhã
Nem mesmo teme o que dizer
o que fazer ou quem ser
Não mais teme demônios
bebe vinho, dança com as árvores
Tranquilamente toca harpa até o amanhecer
sem se esconder de profundos pesadelos
O tempo não é mais rápido
é tranquilo, sem portões ou dúvidas
Ele já dançou a dança final
Seus atos compensam suas dívidas
Não necessita de tempo para se preparar
sem avisos, medos ou retornos repentinos
Assiste a chuva como se fossem lágrimas
vive um de seus sonhos
Agora até parece estar em casa
finalmente irá descansar
Talvez algum dia volte, não sabe dizer
Sem mais planos agora somente descança
Dylon 22/01/09 16h15

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