quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Memórias de Cristal


Hoje abri o livro do esquecimento
e lá encontrei memórias de cristal

Uma idéia visitava minha mente
vagarosamente tentava escapar com o vento


Eu equilibrado no topo desta memória
equilibrando minhas vontades e meu senso
Equilibrando minha genialidade e minha loucura

Cheguei ao ponto perfeito ou quase perfeito

Uma destas idéias me dizia pra lhe esquecer
a outra dizia o contrário
Não esqueça de se esquecer
de forma original ela dizia 

            "Sejas único"

Sozinha esta idéia me perturbava
eu alí como se fosse uma zebra
Estático imóvel, pronto para voar 
pronto para ascender, subir e queimar 

Fugindo destes imensos e invisíveis leões
teria que encontrar as razões
Controlar o próprio espírito
vencer esta memória que facilmente se quebraria


Dylon 23/09/09 -> 19/11/09 01h30

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Lamento e a Inconformidade


Livros espalhados por todo quarto
idéias nervosas numa cabeça fria
Preces desfeitas pelo tempo
uma cena que parece até repetida

Lágrimas caídas em vão
tarde da noite
O medo me prendeu ao chão
o lamento e a inconformidade


Luzes ainda acesas na madrugada
onde as palavras amigas eram distantes
Palavras únicas, palavras de cura
de longe mas eram suficientes

Ódio sincero porém calado
o preço caro e bem quisto
Difícil acreditar que tudo irá mudar
tentarei ouvir esta voz falar

Neste silêncio ensurdecedor
estou algemado sob seu efeito
Pegarei o próximo trem para casa
e descansarei em minha cama


Dylon 23/01/09 04h55

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As Pás de Meu Moinho


Todas aquelas flores
não têm mais aroma
Todas aquelas cores
não tem mais brilho

Todos aqueles pássaros
morreram afogados em pranto
Todas aquelas árvores
secaram no outono

Todos aqueles campos
são agora inférteis
Todos aqueles ventos
aqui não sopram mais

Todas as pás de meu moinho
estão agora paradas

Toda a minha colheita
está no porão mofada

Toda noite venho até aqui
só ver como ela está
Toda perdida, mas venho até aqui
visitar minha mofada esperança

Dylon 22/09/09 02h30

sábado, 22 de agosto de 2009

Em Meu Íntimo

Sinto me cheio de dúvidas
sem lar como poeira ao vento
Sem ar num último suspiro
seu silêncio foi um sopro

Sinto sua falta
onde e como você está agora?
Seu coração partido sacode minh'alma
até que isso passe, estarei aqui fora

Você se foi me perdoe
pois meu coração foi pequeno demais
Tentarei lhe reencontrar
em meu íntimo, em qualquer lugar


Sinto me fraco e sem asas
agora não mais importa, é inverno
Tenho apenas um último suspiro
ir fundo ou ficar em absoluto silêncio

Seu silêncio me fazia suspirar
salvação para sempre irei voar
Em meu íntimo vou lhe reencontrar
ou apenas em outro lugar

Dylon 24/03/09

sábado, 8 de agosto de 2009

Ouçam... (Segredo)


Quero lhes contar segredos
não admirem-se das adversidades
Não existem universos paralelos
o que lhes contam, nada são verdades

Lembrem-se daqueles seus sonhos
estão dentro de suas mentes
escondido, longe, lá no cume
São verdades de uma memória

Dylon 05/10/08 21h30

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Custe o que Custar


Transtornos entre paz e amor
guerra, fogo e lágrimas
Incêndio monumental da cor
dilúvio frio em chamas

Hoje será um dia diferente
sinto me numa estrada sem fim
Mesmo assim seguirei em frente
irei resgatar o melhor de mim

Encarar e pagar 
custe o que custar


Tento avistar a luz e ouvir a voz
neste abismo infindável de dúvidas
Mas sei, há um oceano entre nós
olhos fechados e um coração em chamas

E hoje será um dia diferente
em um único dia sinto me como muitos
Hoje será realmente diferente
Serei único e serei dígno

Custe o que custar

Dylon 08/10/08

sábado, 11 de julho de 2009

Realidade


Agora entendo esta realidade
vivemos em dúvida
Cercados por medo
presos nas celas da injustiça
Procurando por paz
por toda nossa vida

Longe da verdade
num futuro próximo
pobres, inocentes, isolados
o pior jogo já inventado

Isso não faz diferença
Olhe ao seu redor
Onde isso termina, onde se inicia
Isso não faz diferença

Então olhe ao seu redor
sorrimos quando devemos chorar
Isso realmente faz sentido?
Talvez algum dia faça
não conhecemos este jogo sem cabeça
Realmente não faz diferença

Esta é a única verdade.


Dylon 12/05/08

domingo, 31 de maio de 2009

Sorriso & Lágrimas


Procuro por algo desconhecido
intitulado, talvez inacabado
Algo que deixe me exausto
mas faça me completo e único

Sentado apenas observo
lágrimas e apenas um sorriso
Descubro assim meu verdadeiro
encontro meu único amigo

Até o dia deste encontro
irei apenas esperar o aviso
Assim apenas continuo
assim apenas prossigo

Quando este lado negro
se tornar luz o escuro e obscuro
me esquecerá por completo
Serei então seu único
seu único e verdadeiro amigo
Brilhará novamente um sorriso verdadeiro


Dylon 24/04/09 02h10

sábado, 16 de maio de 2009

War Against Myself


Lookin' for words 
Who am I to know?
Don't give up your choices
In this mysterious world

No way to go, no way to hide
I know, my life is burnin'
Countin' my hours 'til the end
How long you'll wait for me?

Who to ask? Where to go?
Am I the only one who looking for?
'til the shadow disappear
How long can I wait?

In this war against myself
Who to ask? Where to go?
Look inside this war
Against myself
In this war again 
Against myself



Dylon 05/08/07

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Uma Vez


Lembrei de ti, quando seu perfume senti
Uma vez
Ví uma moça na janela, pensei ser você
Uma vez
Cometi inúmeros enganos, logo me arrependi
Uma vez
Me peguei pensando em ti
Uma vez
Lhe comprei flores, mas não entreguei
Uma vez
Lhe escrevi uma carta, e não entreguei
Uma vez
Me apaixonei, talvez ninguém mais amarei
Uma vez
Lhe vi pelas ruas, então sentei e só observei
Uma vez
Tentei lhe abraçar, mas você negou me
Uma vez
Tentei buscar outro alguém, só me machuquei
Uma vez
Segui passos, pensei ser você
Uma vez
Lembrei de ti, quando seu perfume senti
Uma vez...

Dylon 28/04/09 02h37 - 03h06

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tão Longe

Tão Longe, além das montanhas 
além das colinas 
Estão nossas histórias 
estão nossas vidas.  

Sem cálculos, sem avisos  
foram feitos projetos 
foram feitas obras  
Às margens da morte, às margens da origem 
somos alfa e somos ômega  
Os dois lados de uma mesma moeda.  

Dylon 04/05/04

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Espiral (Reinício)


Hoje não é um dia como os outros 
cheguei no mais alto patamar
Só procuro por paz e novos ventos
mas parece cada vez mais difícil voar

Encoste seu ouvido em meu coração
ouça o oceano, você tem idéia disto?
Não existe remédio ou solução
agora o poder da mente gira solto

Cheguei no mais alto degrau
e ainda procuro por algo
Ando acompanhado, porém solitário
Segurando lágrimas de um coração falho
isto parece infinito
e o medo é certo

O que preciso agora não está a venda
procuro sempre ser mais justo
E sempre sem tempo pra sonhar
tento fazer algo contra isso

Às vezes ficamos a espera de palavras
mas nossa cabeça só parece girar
Então a corrente da coragem parece arrebentar
e lá vamos nós tentando recomeçar

Ou talvez seja tarde
e sejamos todos bobos cansados
Cansado, mas ainda não estou indo embora
no fundo fazemos o que decidimos sozinhos

E se não der certo ficaremos perdidos
desperdiçados, exaltando dores
Mas se eu pudesse voltar
ah, se eu pudesse voltar


Veria milhões de filmes em minha mente!


Dylon 29/12/08 02h10

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Os Jardins da Juventude


Nos jardins da juventude
um velho homem está sentado
Ele observa as borboletas
as estrelas e seu passado

Sinais no horizonte o orientaram
não mais pensa no amanhã
Nem mesmo teme o que dizer
o que fazer ou quem ser

Não mais teme demônios
bebe vinho, dança com as árvores
Tranquilamente toca harpa até o amanhecer
sem se esconder de profundos pesadelos

O tempo não é mais rápido
é tranquilo, sem portões ou dúvidas
Ele já dançou a dança final
Seus atos compensam suas dívidas

Não necessita de tempo para se preparar
sem avisos, medos ou retornos repentinos
Assiste a chuva como se fossem lágrimas
vive um de seus sonhos

Agora até parece estar em casa
finalmente irá descansar
Talvez algum dia volte, não sabe dizer
Sem mais planos agora somente descança


Dylon 22/01/09 16h15

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Primeira e a Última Carta


Sou a razão da incompreensão
A vida parecendo prisão
O copo vazio do homem sedento
O chinelo do boneco de pano

Sou a água, a águia e almofada
A tinta vermelha derramada pelo chão
A velha escada e o velho de mochila
O casal distante e os olhos fechados por pena

Sou a primeira e a última carta
A dor da perda, a lágrima da cura
A flor vermelha, o tiro e a algema
O fio trançado entre o beijo e a cama


Sou o retorno da guerra e da injustiça
O tempo que não perdoa, a volta
O amanhã sem rumo, a estrada e a mochila
A dor sem nome que sai das entranhas

Sou a vela sem preces que é acesa
O irmão morto sem motivos em uma cilada
Seu beijo em meus olhos numa luz refletida
A página não virada e a chama ainda acesa


Dylon 07/01/09 03h50

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Fantasmas do Passado

Ás vezes os culpados não tem a menor culpa
são como moscas que sozinhas batem no vidro
Como uma vida que não pôde ser salva
ou apenas uma gota d'água num grande incêndio

São como os fantasmas do passado
que irão nos assombrar por toda nossa vida
Partindo e refletindo neste coração injustiçado
Soando, correndo por toda rua assim infinita

A ira de um culpado jamais é compreendida
seus gritos ecoam como a despedida
de um filho pródigo que vai embora
e quando volta reconhece seus erros e chora

Seu tempo não lhe faz diferença
De olhos fechados ele recomeça
Encara a briga consigo mesmo
Pois agora está sozinho, indefeso

Lágrimas perdidas no grande oceano
Certo ou errado é realidade
A verdade escondida por trás do pano
A verdade ou o segredo da humanidade

O arrependimento, o pedido de perdão
O lamento e a imcompreensão do passado
A bagagem pesada demais para suas mãos
Um contrato selado entre ele e o futuro

Dylon 08/01/09 14h54

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quantas Vezes?

Iremos errar até fazer tudo certo
Quantas vezes?
Deixaremos nos levar pelas aparências, ou seremos julgados por elas
Quantas vezes?
Iremos viver o presente pensando em nosso passado
Quantas vezes?
Passaremos noites em claro pensando em problemas sem solução
Quantas vezes?
Derramaremos lágrimas durante nosso sono
Quantas vezes?
Seremos tão egoístas ao ponto de não ver nosso irmão caído ao chão
Quantas vezes?
Iremos ignorar a caída da chuva
Quantas vezes?
Iremos esquecer nossos sonhos
Quantas vezes?
Pensaremos mais em crescer esquecendo o ser
Quantas vezes?
Nossos medos irão nos prender
Quantas vezes?
Iremos observar as estrelas a ponto de esquecer de nós mesmos
Quantas vezes?
Iníquos taparão o sol de justos
Quantas vezes?
Teremos que cair até estarmos firmes
Quantas vezes mais?


Dylon 24/12/08 23h30

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Espelho da Verdade

Sei que eu não devia,
o que dizer sobre o passado?
Sinto em minha alma,
Sei que estou errado.

O que posso fazer?
Ouço vozes em minha mente.
Mas não me importo mais,
não olho pra trás.
O que dizer sobre o futuro?
São apenas planos.
Mas, não posso acreditar
em todos os espelhos.
Lhe darei um conselho,
esconda-se, mude-se.
Medo e desolação?
Talvez espera em vão.

Mas se quiser uma verdade,
lhe darei um conselho.
Esconda-se da realidade,
e não olhe para o espelho.

Não olhe para trás agora,
pois tudo faz sentido.
Agora.


Dylon 11/09/08 03h15

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Cinzas Esperam


Não consigo acreditar.
Neste sonho, tão real e indolor.
Meus dentes caem,
acredito eu, isso irá voltar.

Nos dê apenas um lugar,
onde possamos nos esconder.
Pois a chuva pode nos levar,
você nunca iria entender.

Tento manter minha cabeça firme,
pois o vento é forte.
Pés no chão, continuo tentando.
Castelos de areia desmoronando.

Não posso acreditar.
E sei, não temos pra onde ir,
Cinzas estão à nos esperar.
Acordo hoje, amanhã posso não dormir.

Não vou acreditar.
Neste sonho, tão próximo e difícil.
Apenas diga me como escapar,
pois minha vez pode chegar.

Dylon 04/10/08 12h00


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Chagas


Enquanto algumas vozes sussuram por paz,
muitas clamam desejando a desgraça.
Mas que diferença isso faz?
Estamos longe de uma grande ameaça.

As mesmas mãos que alimentam
são as que matam.
Nunca estaremos livres de todo mal,
nossa vida será sempre igual.

Precisamos de olhos mais ágeis,
mãos certas e menos ingratas.
Tecnologia barata, armas certas,
mãos e mentes sempre ágeis.

Prontos para qualquer salto,
ainda assim não estaremos prontos.
Prontos para qualquer grito,
estaremos à beira do abismo.

Todos os heróis caem para derramar seu justo sangue sobre a terra.

Não vejo mais os sorrisos, estão escondidos há anos.
Precisam nos deixar respirar, ao menos tentar.

As vezes precisamos ficar sozinhos totalmente, e as vezes é melhor fugir.
E as vezes fugimos na hora errada.
Estas feridas, carregam minha culpa, todas as figuras carregam minha culpa.
Preciso curá las antes do amanhacer, antes de meu anoitecer.

Dylon 11/01/09 04h06