terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hold Still


Descoberta talvez a origem do marasmo atual, será a nostalgia da felicidade passada? Agora parece tudo tão parado, um verdadeiro fastio!

Dylon Zatorski 01h36 23/11/10

sábado, 21 de agosto de 2010

Anagrama às crianças


O que faz as crianças seres tão belos?
enquanto nós adultos tristes e melancólicos
O que as faz puras?
e de onde vem tal inocência?

Que sentimento é este que estampa meus olhos
tira meu sono e arranca minha fome?

Que sentimento é este que perturba meus sonhos
ocupa meu dia e desatina minha mente?

Mas afinal, o que as faz crianças?
Simplesmente crianças, cheias de perguntas
E nós, o que nos faz adultos?
Adultos, simplesmente adultos, cheios de respostas!

O que torna as flores tão belas?
talvez o vento, o clima ou as abelhas
O que as torna tão cheias de aroma?
Tão cheias de cor, cheias de vida

Crianças, simplesmente isso
nada mais, crianças!

Que sentimento é este que penetra em minh'alma?
Que me ouve mas finge não ouvir
Que sentimento é este que não conhece a calma?
E relativamente nunca soube definir

Dylon 19/06/10 02h10

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pedras


...é como as pedras alí paradas
talvez nunca se toquem
talvez apenas fiquem alí lado a lado
pedras nem sempre se movem

Pedras nem sempre rolam
nem sempre se tocam
talvez nunca se movam
simplesmente pedras alí paradas

Pedras são como o silêncio
rochas opacas ofuscadas pelo tempo
Silêncio pesado que estremece
ensurdece, enlouquece, adormece ...

Toda a areia do mar um dia já foi pedra
pedras leves ou frágeis como uma flor
Uma pedra que pelo mar foi moldada
O silêncio é o maior dos segredos

Dylon -   23/05/09 - 10/06/10

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


A maior vitória de um homem é a sólidão.

Dylon 04/01/10 04h15

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Elegia ao Amor


É nesta hora, todas as flores murcham
e com elas toda minha esperança
Ao contrário minhas dúvidas cresceram
o que me assusta é sua contínua lembrança

Eu e esta folha, agora companheiros
como nunca sopram fortes os ventos do destino
Meus sonhos eram apenas fantasias
e eu pensei que havia lhe esquecido

Meus erros não consigo esquecê-los
ao menos perdoá-los
Como conviver com isto?
Édipo, eu, como perdoá-lo?

O tempo disse-me que isso iria passar
mas ele tem mentido
Quantas vezes tentar até acertar?
"nada" mais parece ter sentido

Tentar tentar e errar
é tudo o que temos?
Lágrimas e lágrimas para secar
o próprio ego satisfazermos

Perdidos no labirinto em frente a Minotauro
a rosa negra, escurecida pelo tempo
Cronos o que reservas para mim no futuro?
águas negras e profundas, um dilúvio

"Cheio de ardor, mas falho em experiência"
espero ao menos dizer lhe estas palavras
Mas sei, não mais olharia em meus olhos

tentarei então guardar comigo estas palavras


Dylon 25/12/09  05h11