quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Elegia ao Amor


É nesta hora, todas as flores murcham
e com elas toda minha esperança
Ao contrário minhas dúvidas cresceram
o que me assusta é sua contínua lembrança

Eu e esta folha, agora companheiros
como nunca sopram fortes os ventos do destino
Meus sonhos eram apenas fantasias
e eu pensei que havia lhe esquecido

Meus erros não consigo esquecê-los
ao menos perdoá-los
Como conviver com isto?
Édipo, eu, como perdoá-lo?

O tempo disse-me que isso iria passar
mas ele tem mentido
Quantas vezes tentar até acertar?
"nada" mais parece ter sentido

Tentar tentar e errar
é tudo o que temos?
Lágrimas e lágrimas para secar
o próprio ego satisfazermos

Perdidos no labirinto em frente a Minotauro
a rosa negra, escurecida pelo tempo
Cronos o que reservas para mim no futuro?
águas negras e profundas, um dilúvio

"Cheio de ardor, mas falho em experiência"
espero ao menos dizer lhe estas palavras
Mas sei, não mais olharia em meus olhos

tentarei então guardar comigo estas palavras


Dylon 25/12/09  05h11

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